Claustro de D. Afonso V
É um quadrado com 45 metros de lado e possui dois pisos. O primeiro piso, do século XV, deve‑se a Fernão de Évora e apresenta grande sobriedade, representando um regresso ao gótico primitivo. As abóbadas são de cruzaria ogival, com vãos de duplos arcos quebrados apoiados em colunelos geminados, cujos capitéis têm forma de cálice. O segundo piso, do século XVI, construído no reinado de D. João III, tem cobertura de madeira apoiada em colunelos; era aqui que se situavam as celas dos frades.
Refeitório Grande sala iluminada por pequenas janelas retangulares com rendilhados.
Capelas Imperfeitas Rotunda octogonal com 20 metros de diâmetro, mandada construir por D. Duarte para servir de panteão. Possui sete capelas radiais e um oitavo lado aberto por um magnífico portal de Mateus Fernandes, que conduz ao vestíbulo ligando a rotunda à cabeceira da igreja. Com quase oito metros de altura, é uma verdadeira renda de pedra. Para além dos elementos tradicionais do gótico flamejante internacional, há uma decoração exuberante já própria do manuelino. Os dois lados do portal apresentam abundante ornamentação vegetalista que oculta os elementos estruturais do exterior. Vê‑se a divisa de D. Duarte, escrita à maneira mudéjar — “Leauté faray, tá ya serey” (“Serei leal enquanto viver”) — e figuras animadas, como caracóis que se escondem entre a folhagem. Por cima, João de Castilho iniciou uma balaustrada renascentista que ficou inacabada. Concluíram‑se as abóbadas das sete capelas radiais, e numa delas encontra‑se o túmulo de D. Duarte e D. Leonor. Os elementos adjacentes, de execução simples, não primam pelo realismo. Dezoito pilares que deveriam sustentar a cobertura central ficaram por iniciar, mas é aqui que a exuberância do naturalismo manuelino atinge o seu máximo: não se vislumbra qualquer elemento da gramática gótica, tudo foi transmutado em formas arrancadas à natureza.
Monumento a Nuno Álvares Pereira (1960) De Leopoldo de Almeida, estátua equestre em bronze.
Igreja de Santa Cruz (século XII) De Mateus Fernandes, belo portal manuelino com abundante decoração atribuída a Diogo de Boytaca.






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