O pinheiro‑bravo ocupa o primeiro lugar na floresta portuguesa, com cerca de 1 000 300 hectares — 43 % da área florestal do país. É a espécie dominante e os pinhais constituem um elemento essencial da paisagem, encontrando‑se sobretudo no Norte e Centro, destacando‑se os distritos de Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Leiria e Santarém.
O Pinus pinaster é uma árvore de porte médio, podendo atingir 30 metros de altura. O tronco é revestido por uma espessa casca castanha‑escura, profundamente fendida, com gretas avermelhadas. A copa é inicialmente cónica, mas com a idade torna‑se arredondada. As folhas são aciculares — agulhas longas, rígidas e encurvadas em goteira — reunidas aos pares.
É uma espécie monoica: no mesmo indivíduo encontram‑se cones masculinos, pequenos e dispostos em torno da base dos gomos terminais, que libertam grande quantidade de pólen; e cones femininos, maiores e oblongos, contendo os óvulos. A polinização ocorre pelo vento na primavera, e a frutificação verifica‑se no outono, um ou mais anos depois. As sementes, dotadas de uma asa, são vulgarmente designadas por pâniuscos.
O pinheiro‑bravo está sujeito a várias doenças e pragas, destacando‑se a processionária, provocada por um inseto. No inverno, as larvas refugiam‑se em ninhos brancos na copa; na primavera, abandonam‑nos em longas filas, lembrando procissões — daí o nome. Alimentam‑se das agulhas, podendo desfolhar as árvores.
É a principal fonte de madeira do país. As características variam conforme a rapidez de crescimento, mas em geral é moderadamente pesada e durável. Utiliza‑se na produção de celulose, aglomerados, postes, esteios, mobiliário e embalagens. O pinheiro‑bravo é também a principal fonte de resina, da qual se extraem a aguarrás e o pez‑louro.




Sem comentários:
Enviar um comentário