quarta-feira, 25 de março de 2026

Abrantes

 


Abrantes situa‑se a cerca de 200 metros de altitude, numa posição estratégica dominante sobre o vale do Tejo. Esta localização elevada explica a sua importância militar ao longo dos séculos, reforçada pelo castelo e pela proximidade ao rio, que funcionava como via de comunicação e defesa natural.

A vila está ligada à margem esquerda do Tejo através da zona do Rossio ao Sul do Tejo, com ligação por ponte, o que facilitou a circulação de tropas e mercadorias. Foi daqui que partiram forças militares para a Batalha de Aljubarrota, em 1385, um dos momentos decisivos da independência portuguesa.

Em 1483, Abrantes foi palco da execução do Marquês de Montemor, envolvido na conspiração contra D. João II. Segundo a tradição, retiraram‑lhe a espada do condestável, as peças da armadura e a bandeira do título antes de ser decapitado. O realismo da encenação foi tal que, diz‑se, o sangue correu abundantemente. O Marquês de Montemor, pai, morreria depois de desgosto em Sevilha.

Durante as Invasões Francesas, em 1807, Abrantes foi tomada pelo general Junot, que aqui instalou o seu quartel‑general. Napoleão concedeu‑lhe o título de Duque de Abrantes , como recompensa pela rapidez com que ocupou a região . A vila sofreu requisições, alojamento forçado de tropas e forte pressão económica, como registam documentos da época.



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