São Martinho de Tours nasceu na antiga Panónia (atual Hungria), por volta de 316–325, então território do Império Romano . Aos 15 anos, foi integrado na guarda imperial romana, seguindo a carreira militar do pai, que era tribuno.
Num dia frio e cinzento, a caminho de Amiens, encontrou um mendigo quase nu, a tremer de frio. Movido pela compaixão, cortou a sua capa ao meio e deu metade ao pobre. Nessa noite, segundo a tradição, Cristo apareceu‑lhe em sonho, usando a metade da capa que Martinho oferecera .
Na manhã seguinte, o céu abriu‑se e o sol brilhou — origem do que hoje chamamos Verão de São Martinho, quando em novembro surgem dias inesperadamente quentes .
Mais tarde, Martinho deixou o exército, tornou‑se monge e acabou por ser eleito Bispo de Tours, onde morreu em 397, em fama de santidade . Tornou‑se um dos santos mais populares do Ocidente: só em França existem mais de 4 000 igrejas dedicadas a São Martinho e mais de 500 localidades com o seu nome .
O seu culto espalhou‑se rapidamente por Portugal, onde o 11 de novembro passou a ser celebrado com o tradicional magusto: castanhas assadas, vinho novo e água‑pé. Em Espanha chama‑se “veranillo de San Martín” e em França “l’été de la Saint‑Martin”

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