A vila de Constância situa‑se na belíssima confluência dos rios Tejo e Zêzere, um ponto estratégico e pitoresco que marcou a sua história desde os primórdios. Até 1836, chamava‑se Punhete, nome que foi alterado por D. Maria II em reconhecimento ao apoio da população à causa liberal e também para eliminar o antigo topónimo, considerado impróprio e alvo de troça .
A elevação a vila ocorreu em 1571, por decisão de D. Sebastião, refletindo o desenvolvimento que a povoação já então apresentava .
Entre 1548 e 1550, Constância acolheu Luís de Camões, que aqui viveu em desterro. A tradição local afirma que o poeta não foi afastado por amores com Natércia, mas sim por questões ligadas à corte. Junto ao rio, ainda se identificam as ruínas da casa onde, segundo a memória popular, Camões teria vivido durante esse período .
A ligação do poeta à vila permanece viva no Jardim-Horto de Camões e na Casa-Memória de Camões, espaços que celebram a sua presença e a inspiração que aqui encontrou.

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