A Igreja de Santa Maria do Castelo, situada dentro do Castelo de Abrantes, foi mandada edificar por D. Afonso II em 1215.
Destruída pelo sismo de 1429, foi reedificada entre 1433 e 1451 pelo alcaide‑mor D. Diogo Fernandes de Almeida, que a transformou no panteão da família Almeida.
O templo apresenta uma só nave, com teto de madeira, mantendo a simplicidade arquitetónica típica do gótico inicial. No interior destacam‑se os túmulos góticos e quinhentistas dos Almeidas, incluindo:
D. Diogo Fernandes de Almeida, refundador da igreja;
D. Lopo de Almeida, 1.º Conde de Abrantes;
D. João de Almeida, 2.º Conde de Abrantes;
Outros membros da linhagem, incluindo o 1.º Marquês de Abrantes.
À entrada encontram‑se azulejos hispano‑árabes de corda‑seca do século XVI, um dos elementos mais valiosos do conjunto.
Desde 1931, a igreja acolhe o Museu D. Lopo de Almeida, que ocupa a nave, o coro e a sacristia. O museu reúne:
materiais pré‑históricos recolhidos na região;
cerâmica romana comum e de construção;
escultura em pedra e madeira dos séculos XV a XVIII;
túmulos, armas, tecidos, paramentos e manuscritos;
curiosidades locais e peças provenientes de outros templos abrantinos.
A igreja é Monumento Nacional desde 1910.

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