A Nazaré é um dos centros piscatórios mais típicos de Portugal e uma das praias mais concorridas da costa atlântica. A norte, é limitada pelo imponente promontório calcário onde se encontra a povoação do Sítio; para o interior, é fechada pelas arribas da Pederneira, antigas “ribas mortas”, escavadas por uma garganta epigénica que dá saída ao rio Alcobaça. Apesar do seu aspeto tradicional, a Nazaré é de origem relativamente recente: ainda no século XVI o mar chegava até à base das arribas, e os pescadores viviam no Sítio e na Pederneira. Do alto do Sítio, a cerca de 110 metros de altitude, obtém‑se um dos panoramas mais belos de Portugal.
Ermida da Memória — Século XII
Igreja de Nossa Senhora da Nazaré — Séculos XIV–XVII
Segundo a tradição, no século IV um monge terá trazido da Nazaré, na Palestina, uma imagem da Virgem para um mosteiro perto de Mérida. No século VIII, o rei Rodrigo, acompanhado de Frei Romano, trouxe a imagem para o Sítio da Pederneira. Antes de morrer, Frei Romano escondeu‑a numa gruta, onde seria descoberta no século XII por pastores, dando origem ao culto de Nossa Senhora da Nazaré. A igreja, fundada no século XIV por D. Fernando, foi profundamente remodelada no século XVII. Possui duas torres sineiras e uma galeria alpendrada. O interior, de nave única com teto de madeira, apresenta paredes revestidas de azulejos do século XVIII. Na capela‑mor encontra‑se o trono com a imagem da Virgem e do Menino, do século XVIII, oferecida por D. João VI. A tradição afirma que a imagem primitiva permanece na Ermida da Memória.






Sem comentários:
Enviar um comentário