🏰 Óbidos — Vila Medieval
A vila de Óbidos é uma das mais pitorescas de Portugal, conservando grande parte do seu aspeto medieval. Está totalmente envolvida por uma cintura de muralhas e mantém o traçado original das suas ruas estreitas e casas caiadas.
Em 1148, foi reconquistada por D. Afonso Henriques. Segundo a tradição, guerreiros disfarçados com ramos de ginjeira, liderados por Gonçalo Mendes da Maia — o Lidador, subiram a encosta íngreme e, forçando uma porta desguarnecida, tomaram o castelo.
Mais tarde, D. Dinis ofereceu a vila à sua esposa, Rainha Santa Isabel, e desde então Óbidos passou a integrar a Casa das Rainhas, que perdurou até 1835.
🏯 Castelo de Óbidos
Situado no ponto mais alto da vila, o Castelo de Óbidos foi reconstruído por D. Dinis. As muralhas são reforçadas por torres quadrangulares e cilíndricas, destacando‑se a imponente Torre de Menagem.
Na ala norte, D. João de Noronha, alcaide da vila, mandou construir um palácio no século XVI. No andar nobre, observam‑se duas janelas geminadas manuelinas e um portal polilobado, sobre o qual figuram as armas dos Noronhas, encimadas pelo escudo real, a esfera armilar e o camaroeiro.
Atualmente, o edifício alberga a Pousada do Castelo, preservando o ambiente histórico e a vista sobre a vila.
🧱 Muralhas e Vila
As muralhas, datadas dos séculos XIII e XIV, atingem 13 metros de altura e cercam toda a vila. O caminho de ronda, conhecido como adrave, oferece panoramas magníficos sobre as casas e campos circundantes.
No interior, as casas caiadas de branco, muitas com portas ogivais, agrupam‑se em ruas estreitas e sinuosas, cheias de encanto. A Rua Direita atravessa toda a vila, ligando as principais portas:
Portas da Cerca e da Talhada (a norte)
Portas da Vila e do Vale ou de Nossa Senhora da Graça (a sul)
Estas últimas possuem oratórios revestidos de azulejos do século XVIII.
⛪ Igreja de Santa Maria
A Igreja de Santa Maria, muito antiga, foi reconstruída no século XVI. O portal renascentista apresenta no frontão a imagem de Santa Maria, e a torre sineira é rematada por um coruchéu cónico.
O interior, de três naves com colunas dóricas, tem cobertura de madeira e paredes revestidas de azulejos do século XVII. A capela‑mor, com abóbada de nervuras e bocetes, exibe talha dourada do século XVII.
Esta igreja guarda mais de vinte pinturas de Josefa d’Ayala, conhecida como Josefa D’Óbidos, uma das maiores artistas portuguesas do século XVII.
Destaca‑se ainda o túmulo de D. João de Noronha e sua esposa, obra do século XVI em pedra de Ançã (Coimbra), atribuída ao escultor Nicolau Chanterenne.











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