O Claustro de D. João III, também conhecido como Claustro dos Felipes, é uma das obras mais emblemáticas do século XVI no Convento de Cristo. Representa a transição entre o Renascimento e o Maneirismo, refletindo o génio de Diogo de Torralva, autor do projeto inicial, e de Filipe Terzi, que o concluiu. A construção resultou de uma profunda transformação do claustro primitivo onde trabalhara João de Castilho.
A estrutura desenvolve‑se em dois pisos: – no piso inferior, pares de colunas dóricas enquadram grandes arcos; – no piso superior, pares de colunas jónicas surgem entre pequenos arcos apoiados em colunas toscanas, com os vãos fechados por elegantes balaústres.
Os cantos convexos do claustro integram, em dois deles, escadas helicoidais que conduzem ao terraço da balaustrada, terminando em guaritas com cúpulas semiesféricas rematadas por pináculos. No centro, destaca‑se um chafariz harmonioso, que reforça o equilíbrio do conjunto.
A sua expressão arquitetónica revela uma severidade cortesã, mais palaciana do que religiosa. No Convento de Cristo subsistem ainda outros seis claustros: o Claustro das Lavagens e o Claustro do Infante D. Henrique, ambos do século XV — este último com notáveis azulejos mudéjares —, bem como os claustros das Hospedarias, de Santa Bárbara, da Micha e dos Corvos.

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